25 novembro 2012

Das Vespas



- Me perdoa?
- Cedo demais pra isso.

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Uma pesquisa realizada no Brasil há alguns anos descobriu que as vespas, a.k.a. maribondo, a.k.a. abelha zumbi, não passam a vida necessariamente na colmeia onde nasceram, mas naquela com a qual tem maior nível de identificação física. A pesquisa descobriu que vespas nascidas na colmeia “A” mas cujas características físicas eram mais semelhantes – por pura randomicidade genética – às das vespas da colmeia “B” acabavam por migrar e se inserir na segunda colmeia.

Pesquisas subsequentes produziram evidência científica substancial de que o mesmo fenômeno se dá em humanos. Em uma ilhota no Maranhão onde existem três comunidades ribeirinhas descobriu-se que as pessoas agrupavam-se nessas comunidades, claro que de maneira inconsciente e instintiva, a partir das similitudes físicas e não a partir dos laços consanguíneos, como seria culturalmente esperado. Outra pesquisa realizada com alunos de uma turma de maternal foi capaz de prever, no primeiro dia de aula quando as crianças não conheciam umas às outras, quais seriam os grupos de amizade que se formariam e consolidariam ao longo daquele ano.

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Quando se faz promessas demais é difícil manter todos os malabares no ar.

Por outro lado também é difícil criticar quando uma vespa está migrando para a colmeia da qual ela verdadeiramente faz parte. 

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