16 novembro 2011

Drops #3



Há criaturas da natureza da cana,
que mesmo posta na moenda
e reduzida a bagaço,
só sabe dar doçura

14 novembro 2011

Desafio Literário 2012




Pensei muito em não participar do DL no ano que vem (pra quem não conhece, dá uma passada ). Vai ser um ano cheio, etc. E eu nem completei o desafio esse ano, por causa do vestibular e da necessidade de estudar um pouco (se bem que tenho uma resenha pronta e ainda não-postada para dezembro).

Mudei de idéia.

2010 foi um ano bem complicado. Gente importante indo embora, eu ficando no mesmo lugar, muitos projetos frustrados e complicações econômicas (leia-se, calote). Eu estava desmotivado, fazendo as mesmas coisas, me sentindo andando em círculos. E eu não estava escrevendo. Nem no blog.

Acredito que a gente mantém nossos padrões básicos de comportamento nas diversas áreas de nossa vida. E que esses padrões podem ser “exportados”. Ou seja, se eu mudar um comportamento pequeno posso implantar esse novo padrão em outras áreas. É como se eu reconfigurasse minha programação básica, e essa mudança fosse atualizada para os diversos aplicativos.

(evitei usar reconfigurasse meu mainframe na metáfora anterior pq minha falta de conhecimento técnico quase garantiria que eu estaria fodendo com a metáfora em algum nível. Acho que ela continuou tecnicamente imprecisa, mas vcs entenderam de todo jeito. Eu espero).

Eu acredito também que 90% do que a gente chama de motivação, capacidade de realização ou mesmo criatividade na verdade é disciplina. E eu precisava urgentemente de alguma disciplina na minha vida.

Em novembro do ano passado acabei topando, numa andança virtual, com a proposta do Desafio Literário 2011. Achei que era uma oportunidade de criar disciplina a partir de algo que eu gosto (ler), além de me forçar a voltar a escrever, nem que fosse três vezes ao mês.

Me rendendo a uma dessas frases motivational/inspirational bregas (Existem verdades bregas. As verdades não deixam de sê-lo por serem bregas): Direção é mais importante que velocidade.

2011 foi um ano bom. Não excepcional, mas muito bom. Implementei mudanças em diversas áreas, algumas com resultados mais impactantes, outras com resultados mais discretos.

E voltei a escrever no blog. Sinceramente, 2011 não foi minha melhor safra literária (exceção para algumas resenhas para o DL das quais realmente gostei). Mas não importa. Retomar isso aqui é bom demais pra mim. E, claro, tem um post de uns nove meses atrás que corre o risco de ser a coisa mais importante que escrevi na minha vida.

E, agora eu sendo brega, tudo começou de alguma forma com o DL.

Por isso vou prestigiar a edição 2012.

Essa longa (e totalmente desnecessária) introdução é o tipo de coisa que eu me pergunto depois de escrever: e pq cacete alguém quer saber isso?!

Mas agora já escrevi, fica assim. Segue minha lista para 2012, com os onipresentes comentários:

Janeiro – Literatura Gastronômica
Minha primeira reação ao tema foi WHAT THE FUCK?! – mas depois do mínimo de pesquisa, acho que corre o risco de ser um dos meses mais divertidos.
Unhas, Dentes & Cuca – Alex Atala e Carlos Alberto Dória
A Sopa de Kafka – Mark Crick
Wine People – Stephen Brook

Fevereiro – Nome Próprio
Ulisses – James Joyce Aproveitando para adiantar o #58 daqui
Anna Karenina – Tolstoi Provavelmente não vou ler esse não, já tem o Ulisses que é um monstro. Por outro lado, se eu não ler agora pode ser que acabe sem nunca ler esse negócio.
Paula – Isabel Allende
Marina – Carlos Ruiz Záfon
Coraline – Neil Gaiman

Março – Serial Killer
As Esganadas – Jô Soares
Dexter, a mão esquerda de Deus – Jeff Lindsay
Abril Vermelho – Santiago Roncaglioglo
Eu Mato – Giorgio Faletti

Abril – Escritor Oriental
Os Filhos da Meia Noite – Salman Rushdie
Musashi – Eiji Yoshikawa
Teatro dos Lírios – Lulu Wang

Maio – Fatos Históricos
Pelo que entendi das regras do DL basta que haja fatos históricos relevantes na trama, talvez como pano de fundo. Aproveitei pra por uns daqueles que estão a séculos na lista de livros por ler.
As Vinhas da Ira – John Steinbeck
Os Borgias – Mario Puzzo
O Vermelho e O Negro - Stendhal

Junho – Viagem no Tempo
Matadouro 5 – Kurt Vonnegut
O Fim da Eternidade – Isaac Asimov
How to Live Safely in a Science Fictional Universe – Charles Yu Pq eu escolho livros sem edição em português?

Julho – Prêmio Jabuti
Manual da Paixão Solitária – Moacyr Scliar Alguém decide fazer um romance sobre um debate acadêmico a respeito da história de Onan e ainda ganha um prêmio por isso? Precisa ser conferido.
Viva o Povo Brasileiro - João Ubaldo Ribeiro
O Menino que Vendia Palavras - Ignácio de Loyola Brandão Você assiste Ignácio uma vez na vida em uma palestra e vai ler tudo dele que cair na sua mão, pra sempre. Em tempo: ele não dirige. Assim como o Paulo Henrique Amorim. Há uma corrente filosófica que atesta que as pessoas realmente evoluídas, sagazes e geniais não dirigem. #fato.

Agosto – Terror
Aproveitando para adiantar o #99 daqui
The Doll Who Ate His Mother – Ramsey Campbell
Something Wicked This Way Come – Ray Bradbury
The Incredible Shrinking Man – Richard Matheson

Setembro – Mitologia Universal
Não estou 100% certo de que quero ler “a criança roubada”. Se alguém tiver alguma sugestão pra esse tema, tem de ser um romance fortemente inspirado/baseado em alguma mitologia, me avisa aí.
Macunaíma – Mário de Andrade
A Pirâmide Vermelha – Rick Riordan
A Criança Roubada – Keith Donohue

Outubro – Graphic Novel
Lost Girls – Alan Moore
Maus – Art Spiegelman
Persépolis – Marjane Satrapi

Novembro – Escritor Africano
A arma da casa – Nadine Gordimer Ou qualquer outro livro dela, essa guria manda MUITO bem.
O Vendedor de passados – de José Eduardo Agualusa
Desonra – de J. M. Coetzee

Dezembro – Poesia
Poema Sujo – Ferreira Gullart
Poemas Escolhidos – Gregório de Matos
Melhores Poemas de Manuel Bandeira