01 outubro 2011

Do Empacotar e Das Mudanças


Estou enrolado no processo de tentar dar conta de tudo de uma vez só: estudar pro vestibular, trabalhar e organizar minha mudança. Tava tudo indo bem, mas ontem meio que o cansaço da semana bateu e passei hoje sem vontade de fazer nadinha útil.

Pra tentar me fazer produtivo resolvi separar os livros da minha biblioteca a serem vendidos - sempre faço isso antes de me mudar, não tenho uma relação fetichista com meus livros. Se li e não pretendo ler de novo e tenho uma cópia digital no meu hd praqueles que pretendo ter para referência futura e não tem nenhuma relação emocional (presente, herança, etc) não tem pq manter o livro.

Tudo bem que tem uns 50 na lista de não vendíveis simplesmente pq não li ainda. Fato é que dessa vez acabei, pelo menos na primeira triagem, com muito menos livros na pilha dos vendíveis. Pelo menos, menos que o habitual. E foi uma sensação estranha.

De estar ficando velho, já que tem muito mais histórias acumuladas e logo muito mais livros com histórias pessoais. Ou de estar me apegando mais as coisas, o que me causa uma estranheza ao estar em minha própria pele e um impulso quase incontrolável de tacar fogo em tudo. E em algum canto da minha mente uma parte de mim considerou qual seria o número de pessoas na vida das quais eu realmente não poderia abrir mão. Seria pelo menos igual ao número de livros nessa pilha dos quais estou tendo certa dificuldade em me separar? E tem alguma coisa muita errada quando se tem mais coisas do que pessoas.

Nesse furor expressivo que as vezes toma conta de mim, e que é uma forma de lidar com as situações, pensei em twittar sobre o assunto, ou postar no blog (o que devo fazer de qualquer maneira).

Mas ai me dei conta de que o que eu queria mesmo era dividir isso com você.

Então, sim: saudade é fogo.



2 comentários:

dri chaves disse...

Então, qual é a tua próxima parada? Eita vida de peregrino... Um beijo

Ana disse...

Muita saudade!!! Imensa! Parecia te ver e te ouvir.

Bj enorme