04 julho 2011

A Batalha do Apocalipse - Desafio Literário 2011


Em novembro do último ano fiz a lista de leitura para o Desafio Literário. Em dezembro eu já estava lendo a Batalha do Apocalipse, mais de seis meses de antecedência. Muitas expectativas.
Eduardo Spohr e o seu livro parecem unanimidade (o que é bom pq eu sempre posso me apoiar em Nelson Rodrigues). Foi um sucesso editorial totalmente inesperado, sendo fantasia escrita por um brasileiro etc.
Em uma entrevista que li, o autor afirma que a parte mais difícil é, efetivamente, escrever. Que ter boas idéias qualquer um tem – e preciso concordar com ele.
Criticar o trabalho dos outros é sempre muito fácil. Realizar o trabalho é que são elas.
Isto posto, detestei o livro.
Não totalmente. A cena no Cristo Redentor é bem bacana. Ponto.
Achei a trama sem graça e as cenas de ação pouco interessantes. Os personagens não tem apelo. A trama se arrasta praticamente por toda eternidade e ainda assim há apenas um punhado de personagens relevantes – e sem ressonância emocional.
Basta ler o livro e as referências saltam aos olhos, em especial Cavaleiros do Zodíaco – a qualquer hora tava vendo um anjo gritar “ME DÊ SUA FORÇA PÉGASUUUUUUUUSSSSSSS”.
Vezes demais, diga-se de passagem, senti que eu tinha lido os mesmos livros, visto os mesmos filmes e tido os mesmos passatempos nerds que o autor. Sei que referência e citação num trabalho de arte são uma coisa sutil. E é fácil a inspiração ficar com gosto de cópia e deixar o leitor desconfortável. Por exemplo, as castas dos anjos no livro, bem como suas “divindades” dão a impressão de você está lendo um suplemento de “Vampiro – A Máscara”.
Prefiro não comentar nenhuma parte específica aqui para não estragar a (possível) diversão de quem vá ler o livro.
Pelo menos ele prometeu não escrever uma continuação – embora o próximo livro vá se passar dentro do mesmo universo. Medo. 

Avaliação: Uma dose de vodka SKYY – a garrafa realmente te enche de expectativas, mas você passa melhor longe dela.

6 comentários:

naomi disse...

eu escolhi o mesmo livro, só que como terceira opção. depois uma pessoa a quem respeito muito a opinião criticou esse livro. agora leio a sua resenha - pior ainda, estou sob o efeito dos dois primeiros livros do mês, que já li e me desapontaram. minha vontade de investir no ABdA no momento tá igual à temperatura ambiente: quase zero...

Karol Albuquerque disse...

Eu ri com a sua resenha. Por que é bem verdadeira, apesar de eu ter lido e adorado o livro.

Voltando, eu ri por causa do "Me dê sua força, Pégasus". Foi exatamente a mesma sensação que tive quando terminei o livro: Atena voltando para a realidade com "Seiya e os outros".

Enfim, gostei do livro e gostei da resenha. Confuso, mas é isso mesmo.

Michelle disse...

Cheguei hoje no trabalho e meu teclado tinha sumido, meu pc não ligava. Como não tinha meus arquivos me sentei lindamente em outro pc e já fui pro google translate (que engana o filtro do bloqueio de blogs) pra me atualizar aqui, anotei os comentários num pedaço de papel cheguei em casa e to repassando...

Muito bom o metodo de avaliação: o que vale champagne, vinho, purgante. O máximo!
Vou lendo tuas resenhas e tendo vontade de ler outras cousas que não minhas chatisses... continua! :)

Vivi disse...

Esse tipo de livro não me interessa. O título me remente sempre a algo sensacionalista. Além disso, os livros que tratam o apocalipse como ficção são sempre muito vagos. Gosto mesmo é do Apocalipse de João... esse sim, é uma caixinha de surpresa...;)

eduardospohr disse...

Oi Neiriberto!

Pena q vc não gostou, mas valeu pela resenha. As opinioes (positivas ou negativas) SEMPRE me ajudam pra caramba.

Realmente, é impossível agradar a todos, mas tento sempre fazer o meu melhor. Se vc tiver críticas mais específicas, fique à vontade para me escrever (eduardo.spohr@gmail.com). Estou trabalhando em outros livros e a ideia é tentar melhorar ;-)

Grande abraço,
Eduardo

DaniNeves disse...

kkkkkk... sensacional. E obrigada por me economizar algum tempo de leitura... ahahahaha
Bjs