09 abril 2011

This Present Darkness


As vezes é difícil ignorar o mundo de merda em que vivemos. Tá, tem um monte de coisas boas acontecendo, vide a última propaganda da coca-cola. E os programas de voluntariado etc. Mas as vezes é difícil negar que tem alguma coisa intrinsicamente errado com essa birosca. Um mundo que tem um ser inadjetivável como o bosta do Bosonato (acabo de descobrir que ele não é inadjetivável) e que produz, seja por meios genéticos, sociais, psicológicos ou pelo puro caos, o que teve em Realengo essa semana tem algo fundamentalmente quebrado nele. E é mais fácil seguirmos com nossas vidas olhando pro outro lado, lendo nossos livros, escrevendo em nossos blogs, vendo nossos filmes etc. É ver uma pessoa catando comida no lixo e pensar que queria realmente poder fazer algo pra ajudar - mas não fazemos. O sentir-se mal ou constrangido parece ser compensação suficiente. Diogo me mandou um dvd com alguns filmes um tempo atrás, acabei de ver um documentário chamado "waiting for superman" - sobre o sistema escolar nos Estados Unidos. O título vem da fala de um educador que descreve sua experiência ao descobrir, quando criança, que superman não existia; que ninguém com poder suficiente estava vindo nos salvar (no one is coming with enough power to save us). Acho que foi Confúcio, mas não estou certo, que disse que vivemos em um mundo de trevas e que a madrugada se aproxima, mas que enquanto o amanhecer não vem devemos acender velas onde estamos. Mas as vezes simplesmente preciso acreditar que Alguém está vindo.

Um comentário:

Michelle disse...

Eu já estava me achando um ET antes do seu post. Depois, eu não sei se mais ou menos. É que eu não me impactei,nem me surpreendi com essa última prova do caos. Lamentei a desgraça das famílias envolvidas, todas, inclusive a do atirador. Mas só!
Quando me afasto de "participar" e só lamento pelo que acontece contribuo para o caos?
Esperar Alguém. A palavra (esperar) já carrega a esperança que se tem em quem vem. Disso eu compartilho!

Eu também to ouvindo Home, isso é coisa de Diogo, né?