31 dezembro 2011

Do Queimar Navios


Uma amiga mandou um email dizendo que 2011 não foi um ano memorável. Eu vi um Van Gogh ao vivo pela primeira vez. Retomei projetos parados a muito, sacudindo a apatia e o pó. Voltei a me mover, sinto que voltei aos trilhos. Devagar, nada prodigioso, mas andando na direção que me interessa. Se é certa ou não é uma discussão metafísica para outro momento. Então, em um nível bem pessoal, acho que não vou esquecer esse ano que acaba hoje tão fácil assim.

Dizem que Vitor Hugo dizia (difícil essas questões de autoria nos tempos correntes) que se deve sempre mudar nossas ideias e preservar nossos ideais – trocar as folhagens mas manter as raízes. Precisamos mudar o tempo todo para continuarmos os mesmos. Bom, eu preciso.

Historicamente o clã e os laços consangüíneos foram constantemente fundamentais para a sobrevivência dos organismos sociais. A própria lógica que definia o nós e o eles, que atribuía as lealdades, que garantia, enfim, que os vencedores receberiam as batatas. Hoje, no nosso mundo pós-moderno, as razões que subsidiavam essa lógica, da proximidade pela obrigação social, encontram-se, para dizer o mínimo, esgarçadas. Nenhum afeto é obrigatório.

E acho isso genial.

Não permanecemos conectados pela obrigação imposta pelos inúmeros papéis sociais, mas sim por escolha. E isso quer dizer que, eventualmente, podemos escolher dissolver essas conexões. E, quando o fizermos, acredito que devemos queimar os barcos e derrubar as pontes.

Até segunda ordem, temos uma única vida, e ela passa rápido demais. Nenhum motivo para permanecermos presos em uma espiral, contando de novo e de novo a mesma história. Então, estou grato pelas pessoas cujas histórias se entrelaçam com a minha. Grato pela história que está sendo escrita na minha vida.

E grato pela liberdade de bater o pó das sandálias.

02 dezembro 2011

Um Dia - Desafio Literário 2011



Um casal se encontra de maneira eventual em um trem seguindo para Paris com escala em Viena. Ambos jovens e bonitos, com backgrounds muito diferentes. Ele um americano (que obviamente fala inglês e inglês somente), em sua primeira viagem pela Europa – sugestivamente de classe média baixa já que teve que juntar dinheiro por um bom período para custear a viagem, usa um pulôver com um furo descosturado no ombro e não tem dinheiro suficiente para passar uma noite em um hotel. Ela uma estudante francesa da Universidade de Sorbonne que estava visitando a avó em Budapeste, filha de um arquiteto mundialmente reconhecido, com grande bagagem cultural e sonhos de mudar o mundo. Passam uma noite juntos. Nove anos depois se re-encontram, mais maduros – com a doçura, as dores e tudo o mais que isso implica. Você se envolve com o encanto da relação, do falar sobre tudo e nada, com o que está nas entrelinhas. Identifica-se com os olhares trocados e mais ainda com os olhares desviados quando o outro percebe que você está olhando. Provavelmente a minha história de amor favorita. E não, esse não é o livro Um Dia.
É o filme Antes do Amanhecer e sua continuação Antes do Pôr-do-Sol. Revi os dois em seqüência quando estava perto de terminar a leitura de Um Dia. Pq eu tô chegando nos trinta, o que, melodramaticamente como seja, dá uma sensação terrível, como se fosse a morte ou sei lá o quê. Então fiquei pensando que eu poderia ter me tornado um cínico (total) e que o músculo romântico do meu coração estivesse totalmente atrofiado. Bom, não que o teste tenha seguido um método baconiano, mas aparentemente não é o caso. Os filmes estrelados pela Julie Delpy e o Ethan Hawke ainda fizeram a mágica. O livro do David Nichols não.
O livro acompanha snapshots de um casal ao longo da vida, sempre na data que eles se encontraram “de verdade” pela primeira vez, o Dia de São Swithin (nunca ouviu falar? Nem eu. Aparentemente é algum tipo de santo metereologista. Coisa de inglês). Ambos jovens e bonitos, com backgrounds muito diferentes. Ele é um garanhão pegador de uma família endinheirada, ela é a revolucionariazinha que vai mudar o mundo e que corta o próprio cabelo como forma de protestar contra a objetificação da mulher. Como os personagens do Antes do Amanhecer/Pôr-do-Sol eles começam o livro um tanto clichês. E permanecem assim ao longo do livro. Os personagens do filme se revelam, se expõe, entram em contradição, amadurecem de maneira orgânica. No livro os personagens são sempre um tanto clichês.
Você consegue prever razoavelmente o arco da história, e os personagens secundários são ainda mais planos do que os personagens principais. Achei o plot muito interessante, mas a história acabou sendo decepcionante. Na verdade é que uma história de amor, como quiçá toda história (sim eu uso “quiçá”, qual o problema?), funciona no nível catártico. Quem acompanha a história de alguma maneira também se apaixona pelos personagens, e projeta ali seus próprios desejos, frustrações e experiências românticas. Um Dia não atinge esse efeito. Nem perto disso, já que eu mal consegui me importar com os personagens. Podia ser pior, claro, quando li cem páginas de Crepúsculo além de não me importar com a personagem, estava em franca torcida para que um caminhão carregado de madeira surgisse do nada e passasse por cima da porra da Bela.
Para não ser totalmente injusto, o capítulo 20 é realmente bom. Considerando que o livro tem vinte e três capítulos, é uma longa jornada até lá. Mas ei, as críticas têm sido ótimas, inclusive estão produzindo um filme (com a Anne Hathaway no papel da mocinha – a atriz perfeita para uma história de amor sem graça, ponto pro casting); logo deve ser só eu sendo rabugento, cínico e em crise por estar me aproximando inexoravelmente dos trinta anos.
Winston Churchill dizia, numa de minhas citações favoritas, que existem duas razões para se fazer qualquer coisa: uma boa razão e a verdadeira razão. Então, pq eu escolhi esse livro como o primeiro a ler no mês dos “lançamentos do ano” no Desafio Literário? A boa razão é que achei o plot interessante, seguir uma história através de recortes ao longo dos anos. Talvez alguma ressonância dos filmes Antes... , sei lá. A verdadeira razão foi puramente fetichista. O Dia de São Swithin, o dia em que a história se passa ao longo dos anos, é 15 de Julho, também conhecido como Dia Internacional de Neiriberto, onde as civilizações por todo o cosmos e além celebram o nascimento desse que ora vos escreve.
                                                                                                          
Avaliação: Meio copo de coca-cola num dia quente, estragado por gelo demais já meio diluído no refrigerante e a porra daquelas rodelas de limão.

16 novembro 2011

Drops #3



Há criaturas da natureza da cana,
que mesmo posta na moenda
e reduzida a bagaço,
só sabe dar doçura

14 novembro 2011

Desafio Literário 2012




Pensei muito em não participar do DL no ano que vem (pra quem não conhece, dá uma passada ). Vai ser um ano cheio, etc. E eu nem completei o desafio esse ano, por causa do vestibular e da necessidade de estudar um pouco (se bem que tenho uma resenha pronta e ainda não-postada para dezembro).

Mudei de idéia.

2010 foi um ano bem complicado. Gente importante indo embora, eu ficando no mesmo lugar, muitos projetos frustrados e complicações econômicas (leia-se, calote). Eu estava desmotivado, fazendo as mesmas coisas, me sentindo andando em círculos. E eu não estava escrevendo. Nem no blog.

Acredito que a gente mantém nossos padrões básicos de comportamento nas diversas áreas de nossa vida. E que esses padrões podem ser “exportados”. Ou seja, se eu mudar um comportamento pequeno posso implantar esse novo padrão em outras áreas. É como se eu reconfigurasse minha programação básica, e essa mudança fosse atualizada para os diversos aplicativos.

(evitei usar reconfigurasse meu mainframe na metáfora anterior pq minha falta de conhecimento técnico quase garantiria que eu estaria fodendo com a metáfora em algum nível. Acho que ela continuou tecnicamente imprecisa, mas vcs entenderam de todo jeito. Eu espero).

Eu acredito também que 90% do que a gente chama de motivação, capacidade de realização ou mesmo criatividade na verdade é disciplina. E eu precisava urgentemente de alguma disciplina na minha vida.

Em novembro do ano passado acabei topando, numa andança virtual, com a proposta do Desafio Literário 2011. Achei que era uma oportunidade de criar disciplina a partir de algo que eu gosto (ler), além de me forçar a voltar a escrever, nem que fosse três vezes ao mês.

Me rendendo a uma dessas frases motivational/inspirational bregas (Existem verdades bregas. As verdades não deixam de sê-lo por serem bregas): Direção é mais importante que velocidade.

2011 foi um ano bom. Não excepcional, mas muito bom. Implementei mudanças em diversas áreas, algumas com resultados mais impactantes, outras com resultados mais discretos.

E voltei a escrever no blog. Sinceramente, 2011 não foi minha melhor safra literária (exceção para algumas resenhas para o DL das quais realmente gostei). Mas não importa. Retomar isso aqui é bom demais pra mim. E, claro, tem um post de uns nove meses atrás que corre o risco de ser a coisa mais importante que escrevi na minha vida.

E, agora eu sendo brega, tudo começou de alguma forma com o DL.

Por isso vou prestigiar a edição 2012.

Essa longa (e totalmente desnecessária) introdução é o tipo de coisa que eu me pergunto depois de escrever: e pq cacete alguém quer saber isso?!

Mas agora já escrevi, fica assim. Segue minha lista para 2012, com os onipresentes comentários:

Janeiro – Literatura Gastronômica
Minha primeira reação ao tema foi WHAT THE FUCK?! – mas depois do mínimo de pesquisa, acho que corre o risco de ser um dos meses mais divertidos.
Unhas, Dentes & Cuca – Alex Atala e Carlos Alberto Dória
A Sopa de Kafka – Mark Crick
Wine People – Stephen Brook

Fevereiro – Nome Próprio
Ulisses – James Joyce Aproveitando para adiantar o #58 daqui
Anna Karenina – Tolstoi Provavelmente não vou ler esse não, já tem o Ulisses que é um monstro. Por outro lado, se eu não ler agora pode ser que acabe sem nunca ler esse negócio.
Paula – Isabel Allende
Marina – Carlos Ruiz Záfon
Coraline – Neil Gaiman

Março – Serial Killer
As Esganadas – Jô Soares
Dexter, a mão esquerda de Deus – Jeff Lindsay
Abril Vermelho – Santiago Roncaglioglo
Eu Mato – Giorgio Faletti

Abril – Escritor Oriental
Os Filhos da Meia Noite – Salman Rushdie
Musashi – Eiji Yoshikawa
Teatro dos Lírios – Lulu Wang

Maio – Fatos Históricos
Pelo que entendi das regras do DL basta que haja fatos históricos relevantes na trama, talvez como pano de fundo. Aproveitei pra por uns daqueles que estão a séculos na lista de livros por ler.
As Vinhas da Ira – John Steinbeck
Os Borgias – Mario Puzzo
O Vermelho e O Negro - Stendhal

Junho – Viagem no Tempo
Matadouro 5 – Kurt Vonnegut
O Fim da Eternidade – Isaac Asimov
How to Live Safely in a Science Fictional Universe – Charles Yu Pq eu escolho livros sem edição em português?

Julho – Prêmio Jabuti
Manual da Paixão Solitária – Moacyr Scliar Alguém decide fazer um romance sobre um debate acadêmico a respeito da história de Onan e ainda ganha um prêmio por isso? Precisa ser conferido.
Viva o Povo Brasileiro - João Ubaldo Ribeiro
O Menino que Vendia Palavras - Ignácio de Loyola Brandão Você assiste Ignácio uma vez na vida em uma palestra e vai ler tudo dele que cair na sua mão, pra sempre. Em tempo: ele não dirige. Assim como o Paulo Henrique Amorim. Há uma corrente filosófica que atesta que as pessoas realmente evoluídas, sagazes e geniais não dirigem. #fato.

Agosto – Terror
Aproveitando para adiantar o #99 daqui
The Doll Who Ate His Mother – Ramsey Campbell
Something Wicked This Way Come – Ray Bradbury
The Incredible Shrinking Man – Richard Matheson

Setembro – Mitologia Universal
Não estou 100% certo de que quero ler “a criança roubada”. Se alguém tiver alguma sugestão pra esse tema, tem de ser um romance fortemente inspirado/baseado em alguma mitologia, me avisa aí.
Macunaíma – Mário de Andrade
A Pirâmide Vermelha – Rick Riordan
A Criança Roubada – Keith Donohue

Outubro – Graphic Novel
Lost Girls – Alan Moore
Maus – Art Spiegelman
Persépolis – Marjane Satrapi

Novembro – Escritor Africano
A arma da casa – Nadine Gordimer Ou qualquer outro livro dela, essa guria manda MUITO bem.
O Vendedor de passados – de José Eduardo Agualusa
Desonra – de J. M. Coetzee

Dezembro – Poesia
Poema Sujo – Ferreira Gullart
Poemas Escolhidos – Gregório de Matos
Melhores Poemas de Manuel Bandeira




31 outubro 2011

Carpinteiro de Avião


Fico pensando como era difícil ser operador de telégrafo. Aprender Código Morse e fazer aquela tradução instantânea do que um texto pra porra daqueles pontos e linhas (na verdade pra porra daqueles tiques e taques que eram traduzidos pra porra dos pontos e linhas pra então virar texto).
E datilógrafo? Cara, quem não teve que usar uma máquina de escrever, nem que seja por uma única vez, em um contexto profissional, não consegue apreciar apropriadamente a maravilha que é um editor eletrônico de texto! Houve um tempo em que carpinteiro de avião era uma profissão muito valorizada, e acendedor de lampiões de rua era uma profissão comum.
Os aviões não tem mais peças fabricadas em madeira, não há mais lampiões nas ruas, máquinas de datilografia são obsoletas e há inúmeras alternativas de comunicação mais eficientes que o telégrafo e aquela porcaria de tracinho tracinho ponto traço. O que me faz refletir, especificamente, é a galera que foi pega bem no período de declínio dessas profissões.
Imagina só, você passa anos labutando, se aperfeiçoando, desenvolvendo uma habilidade altamente especializada e aí, puff, de repente, todo seu treino e especialização vai pro espaço.
É como quando você tá no vuco-vuco com a mulher, no bem bom com a guria, naquele xamego, e enquanto mantém ela distraída com estímulos múltiplos (mordida no lado direito do pescoço + dedos da mão esquerda arranhando  nuca + coxa pressionada entre as coxas dela) e envia sutilmente sua mão direita pras costas dela. Alvo: Fecho do sutiã. Objetivo: abri-lo com uma única mão, preferencialmente sem nem ter tirado ainda a blusa dela, para poder ver a cara dela de “que horas tu abriu meu sutiã?!”. Que é, tipo, a terceira melhor expressão que pode ser vista na cara de uma mulher. E eis que vc, depois de anos lá-butando, se aperfeiçoando, desenvolvendo uma habilidade altamente especializada NÃO ACHA A DESGRAÇA DO FECHO! O que era pra ser um momento glorioso torna-se um embaraço progressivo a medida que os esforços se intensificam, tudo por causa do maldito Fecho Frontal. Morte ao infeliz que resolveu mexer na localização dos fechos dos sutiãs!



PS: E o que a imagem desse post tem a ver com o texto? Nada, oras. Eu gosto dela. E todo mundo lê um texto encabeçado por uma pin up secentista.



24 outubro 2011

Como Estrangeiros Nessa Terra


Não sei quem diz isso, mas estou razoavelmente confiante de estar em algum lugar do novo testamento que somos como estrangeiros no mundo. Tem dias que me sinto assim. Um estranho em terra estranha. Não falo o idioma. Quando acho que estou sacando a cultura e os costumes, meto os pés pelas mãos e cometo uma gafe qualquer. E por mais que aprenda a jogar, e até mesmo quando faço isso direitinho, tem algo que é essencialmente não-eu. Separado. Diferente.

Não consigo entender como dinheiro é mais importante que gentileza, como sagacidade é mais valorizado que coerência, como o aceitável é mais poderoso que a paixão.

23 outubro 2011

Relatório 01/10




Passaram-se cem dos mil e um dias. O ritmo está mais lento do que eu gostaria, mas muitas tarefas são contigenciais a outras etc. Então o balanço até o momento:

OBJETIVOS REALIZADOS:
3.       Ler “O Livro Perigoso para Garotos” escrevendo comentários para meu eventual filho
ABSURDAMENTE LEGAL, ME DIVERTI DEVERAS NO PROCESSO.
7.        Escrever uma carta para mim mesmo, para ser aberta em 10 anos
MUITO MAIS DESGASTANTE E DIFÍCIL DO QUE EU PODERIA IMAGINAR. MUITO ÚTIL TAMBÉM.
15.   Responder as 50 questões que irão libertar sua mente
NÃO FAÇAM ISSO! É UMA DROGA, CANSATIVO E INÚTIL. FIZ PQ ERA UMA MODINHA ENTRE OS PARTICIPANTES DO DAY ZERO PROJECT, E A IDÉIA ME PARECEU LEGAL.
20.   Uma semana sem internet
VALE A PENA PELA EXPERIÊNCIA ZEN E PELO TEMPO LIVRE QUE VOCÊ GANHA. ÓTIMA EXPERIÊNCIA DE CONTROLE E AUTO-DISCIPLINA
27.   Quitar todas minhas dívidas correntes 
        MUITO LEGAL ASSUMIR O CONTROLE DA SUA VIDA. SE EU TE DEVO GRANA, COBRE AGORA OU CALE-SE PARA SEMPRE.


OBJETIVOS EM QUE ALGUM AVANÇO FOI FEITO:
1.      Perder 50 quilos, ganhar alguma definição e ficar satisfeito com meu corpo. 25 QUILOS PERDIDOS ATÉ O MOMENTO.
6.   Entrar na UnB, em psicologia INSCRITO NO VESTIBULAR, PROVA EM DEZEMBRO. ESTUDANDO – MENOS DO QUE EU DEVERIA.
10. Juntar R$ 100.000,00 ALGUM AVANÇO FEITO, ÍNFIMO E RIDÍCULO, MAS ALGUM AVANÇO. PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA EU TENHO ECONOMIAS!
18. Desenhar algo que eu me orgulhe (e dependendo fazer uma compra de material de artes de qualidade). VOLTEI A DESENHAR DEPOIS DE, LITERALMENTE, MEIA VIDA. MAS SOU EXIGENTE, E AINDA NÃO TEM NADA QUE ME DEIXE REALMENTE ORGULHOSO.
30. Visitar Arthus em Fortaleza. A CAMINHO, QUASE CANCELEI A IDA POR CAUSA DE UMA TELEVISÃO E DA OFENSA MORAL QUE ELA ME CAUSOU, MAS ESTAVA EM MEUS OBJETIVOS, ENTÃO...
41. Dizer "eu te amo" para alguém (pra valer). EU JÁ TENHO BOCA, ENTÃO TECNICAMENTE PODE ACONTECER A QUALQUER MOMENTO.
46. Tomar um porre de tequila no meu aniversário de 30 anos. INCLUSIVE JÁ GANHEI UMA GARRAFA DE PRESENTE (QUE NÃO SEI SE SOBREVIVERÁ AO ANO NOVO)
53. Aumentar minha pontuação do TOEIC. JÁ FIZ O EXAME DE RENOVAÇÃO, ESPERANDO O RESULTADO. ANSIOSO, MEU RESULTADO JÁ ERA ALTO, ENTÃO QUALQUER ERRINHO...
86. Encher meu cofre de moedas de 1 real. TENHO O COFRE, PONHO AS MOEDAS. NADA EXCITANTE.
88. Completar os desafios hundredpushups.com e twohundredsitups.com. NO MEIO DO 100 PUSH UPS, NA VERDADE REINICIANDO A SEMANA CINCO – PRIMEIRA VEZ QUE TIVE PROBLEMAS COM O PROGRAMA.
89. Encher um Caderno de Esboços. VOLTEI A DESENHAR, TENHO UM CADERNO MUITO LEGAL E UM TOTAL DE 01 DESENHO INACABADO NELE. MAS ESTAMOS A CAMINHO.


Pra saber mais do projeto: http://dayzeroproject.com/about/

19 outubro 2011

Chick Flick


O que a gente chama pelo aprazível e sutil “comédia romântica”, os gringos chamam de “filme de menina”. Aqueles filmes bobinhos que, como define o Urban Dictionary, apelam pras fantasias e sonhos irrealísticos do público feminino com seus sistemas límbicos embebidos em doses inapropriadas de estrogênio. O sucesso desses filmes é medido em litros de lágrimas – quanto mais o público chorar, “melhor” é o filme. Titanic, independente de qualquer coisa, é fundamentalmente o maior chick flick da história.

Essa lógica do sucesso em litros de lágrimas tem se acentuado nos últimos anos, é cada vez mais comum o pai morrendo, o cachorro morrendo, ou a própria protagonista morrendo. O ruim, nesse último caso, é que em geral ela demora demais pra morrer. Fico torcendo o filme inteiro para acontecer um momento ACME e cair uma bigorna na testa da criatura. Mais ou menos o que eu gostaria que tivesse acontecido com a Bella em torno da página 15 de Crepúsculo.

Mas chick flicks também são um guilty pleasure muito comum. Ou seja, aquelas coisas que por breguinhas ou de mau gosto que sejam, a gente adora fazer. Como assistir comédias românticas. Claro que não todas elas, mas tem umas tão legais.  

Uma favorita é “10 coisas que odeio em você”. O elenco tem um monte de gente boa em começo de carreira, como o Heath Ledger, a Julia Stiles e o Joseph Gordon-Levitt. A história, por bobinha que tenha que ser, é legal. E Julia + Heath conseguem vender uma interação crível, mesmo com cenas como a dele cantando I Love You Baby nas arquibancadas da escola para ela, com direito a ser acompanhado pela banda marcial.

No entanto, para mim o melhor ainda é o poema que ela escreve – e que serve de desculpa para o nome do filme. Ela faz uma lista do que odeia nele, como os estúpidos coturnos, o corte de cabelo ensebado, o jeito que ele parece estar sempre certo, o fato dele fazê-la sorrir e de sempre ler a mente dela.

E mais que tudo, o fato de que, no fim das contas e com todos os bons motivos do mundo, ela não odiava ele nem um pouquinho. De jeito nenhum.

16 outubro 2011

Drops #02


Clique para ver maior e ler os quadrinhos sem danificar as vistas.

Drops #01

04 outubro 2011

The Conservationist - Desafio Literário 2011



Você já se deu ao trabalho de ler a lista de vencedores do prêmio Nobel de literatura? entre muita gente que tinha mesmo que estar lá e muita gente que não faço idéia do por quê não está, tem um monte de tosquera. Tipo, Freud e Sartre. Gênios etc. ok, mas gênios LITERÁRIOS? Há controvérsias.
Seja como for aparentemente o Nobel de economia e de outras áreas também tem o hábito de premiar tosqueras. Mas estou fugindo do foco aqui. Quando decidi participar do DL ano passado fui passear na lista de premiados e topei com o nome e a biografia da Nadine Gordimer. Confesso que nunca tinha ouvido falar dela.
Sul-africana, escritora e ativista. Lutou contra o apartheid e ultimamente está envolvida no trabalho contra a expansão da AIDS na África. Os livros dela são inéditos no Brasil (e extremamente difíceis de achar em pdf, confesso), então novamente tenho de agradecer a Débora que gentilmente comprou esse livro pra mim na Irlanda.
E a Nadine, graças aos panteões milenares, não é uma das tosqueras. Bem o contrário, é uma das melhores coisas que eu já li. Ela tem uma musicalidade na narrativa que é sem comparação. A linguagem dela é como versos em prosa.
É um romance difícil de descrever, já que geralmente temos histórias focadas na trama ou histórias focadas nos personagens, e The Conservationist não é nenhuma das duas coisas. Há uma linha narrativa, com começo, meio e fim, mas não é muito rígida ou mesmo importante.
E embora ela caracterize os personagens com perfeição e de maneira extremamente crível, eles não mudam durante a trama. Não há desenvolvimento ou mesmo uma jornada de personagem. As pessoas são como elas são, e quanto mais as conhecemos mais elas são o que elas são. Inclusive em sua insignificância ante a terra e o ciclo natural da vida.
A autora é sutil, os temas mais diversos e controversos entram e saem de cena sem serem abusados na narrativa, sem sensacionalismo. Ela também demonstra conhecer a natureza humana em detalhes. A mão dela é honesta, nem complacente nem pesada demais.

Avaliação: Um copo cheio de sensibilidade.

01 outubro 2011

Do Empacotar e Das Mudanças


Estou enrolado no processo de tentar dar conta de tudo de uma vez só: estudar pro vestibular, trabalhar e organizar minha mudança. Tava tudo indo bem, mas ontem meio que o cansaço da semana bateu e passei hoje sem vontade de fazer nadinha útil.

Pra tentar me fazer produtivo resolvi separar os livros da minha biblioteca a serem vendidos - sempre faço isso antes de me mudar, não tenho uma relação fetichista com meus livros. Se li e não pretendo ler de novo e tenho uma cópia digital no meu hd praqueles que pretendo ter para referência futura e não tem nenhuma relação emocional (presente, herança, etc) não tem pq manter o livro.

Tudo bem que tem uns 50 na lista de não vendíveis simplesmente pq não li ainda. Fato é que dessa vez acabei, pelo menos na primeira triagem, com muito menos livros na pilha dos vendíveis. Pelo menos, menos que o habitual. E foi uma sensação estranha.

De estar ficando velho, já que tem muito mais histórias acumuladas e logo muito mais livros com histórias pessoais. Ou de estar me apegando mais as coisas, o que me causa uma estranheza ao estar em minha própria pele e um impulso quase incontrolável de tacar fogo em tudo. E em algum canto da minha mente uma parte de mim considerou qual seria o número de pessoas na vida das quais eu realmente não poderia abrir mão. Seria pelo menos igual ao número de livros nessa pilha dos quais estou tendo certa dificuldade em me separar? E tem alguma coisa muita errada quando se tem mais coisas do que pessoas.

Nesse furor expressivo que as vezes toma conta de mim, e que é uma forma de lidar com as situações, pensei em twittar sobre o assunto, ou postar no blog (o que devo fazer de qualquer maneira).

Mas ai me dei conta de que o que eu queria mesmo era dividir isso com você.

Então, sim: saudade é fogo.



08 setembro 2011

Emissários do Diabo - Desafio Literário 2011



Gilvan Lemos deveria ser estudado e discutido como um dos maiores escritores brasileiros. Ponto. Quando li “A Lenda dos Cem” fiquei chocado como poderia ser de eu nunca ter ouvido falar dele, nem em Pernambuco nem em nenhum outro lugar. É um mestre da arte da escrita, no mesmo patamar dos grandes nomes que nos fazem estudar nas aulas de literatura. Na verdade, ele é melhor do que a grande maioria dos nomes citados nas aulas de literatura. Muito melhor.
Apesar de em nenhum momento durante “Emissários do Diabo” ser citado o nome de qualquer cidade ou marco geográfico identificável, quem esteve no interior de Pernambuco vai reconhecer os sons e cheiros e cores. No entanto, o próprio Gilvan Lemos não se considera um escritor regionalista:

“escrevo sobre o que conheço, o que sei, o que me emociona.”

O livro curto deixa um gosto de completude quando se termina a leitura. Um pouco de vim, vi e venci. Por mais que vir, ver e vencer sejam termos de compreensão flexível. O livro tem ritmo peculiar, pontuado com um vocabulário que me carrega como pernambucano direto de volta pra minha infância. É uma história forte, sobre as fraquezas e vicissitudes do homem, bem como sobre suas forças. A história de Camilo não chega a duzentas páginas da mais alta literatura.

Avaliação: uma lapada de pitú, de uma garrafa enterrada por dez anos no terreiro

03 setembro 2011

O Ciclista - Desafio Literário 2011


Em um dos filmes do José Mojica Marins há uma cena, se minha memória semi-senílica de pré-trinta não me falha, em que a câmera foca o rosto de uma mulher enquanto ouvimos a voz do cineasta em seu alter-ego. Não tenho a menor idéia do que ele fala, realmente não lembro, mas conhecendo nosso amigo Zé do Caixão dá pra se ter uma idéia do teor do discurso. Enquanto ele fala acompanhamos a alteração nas expressões da atriz. Puro cinema. Em nenhum outro meio de comunicação ou expressão artística um efeito similar poderia ser alcançado. Domínio total da arte.
Embora os trabalhos recentes do Frank Miller estejam começando a me traumatizar (sinto que depois que Holy Terror for lançada meu sistema nervoso vai reagir inconscientemente à menção do Frank Miller da mesma forma que reage ao Rob Liefeld) sua obra dos anos oitenta, O Cavaleiro das Trevas principalmente, possui também essa qualidade. É uma história em quadrinhos que se utiliza dos recursos do meio de forma impecável. É tudo o que uma história em quadrinhos pode ser, e tudo o que uma história em quadrinhos pode ser.
Quando eu ensinava literatura – muitos quilômetros e quase um terço de vida atrás, utilizava A Lenda dos Cem, de Gilvan Lemos, como exemplo de romance. Romance enquanto estrutura narrativa, bem claro. O livro em questão não poderia ser escrito como novela, ou folhetim ou qualquer outro estilo – é um romance, em todo seu potencial. E muito útil para esclarecer na mente dos pré-pubecentes que não estávamos falando de história de amor. Isso e alguns gráficos escrotos envolvendo trenzinhos e sistemas planetários.
Chegando ao ponto: O Ciclista, do Walther Moreira Santos, possui essa mesma qualidade de domínio último do meio que utiliza. É um livro em todo seu potencial. O uso vai além da linguagem: a ordenação, diagramação – e até uma página em branco estrategicamente localizada. Tudo é genial. É um livro climático, prende você sem nem sentir, te envolve naquela atmosfera e toca cantos empoeirados da gente.
É um livro de “jornada”, por assim dizer. Mais do que o que acontece, é o como acontece. Tão importante quanto o que é dito é o não-dito. Não dá pra falar da trama sem entregar – até pq o livro é curtinho, li entre a ida pro trabalho e a hora de dormir (e nesse dia só trabalhei de tarde). Vamos lá. Um homem morando sozinho em uma casa (preso?) recebe uma visita, e ele se vê obrigado por seu próprio condicionamento gentil (controlado? restritivo?) a convidar essa visita para entrar. E tem duas outras pessoas importantes para o homem que está dentro da casa. Duas pessoas que ele ama muito (amou?). E duas pessoas, diga-se de passagem, particularmente difíceis de amar. E tem uma viagem até o fim do mundo.
Gostei tanto do livro que escrevi meu primeiro e-mail de fã para o autor (que se deu ao trabalho de responder, muito gentil da parte dele). Um livro anterior, esse auto-biográfico e também excepcional (talvez ainda melhor que O Ciclista), se chama “Dentro da Chuva Amarela”. Também recomendo.
Avaliação: Definitivamente um copo cheio (talvez mais de um copo), de alguma daquelas bebidas traiçoeiras, que são tão gostosinhas que vc só percebe que bebeu demais quando já tá de porre!

28 julho 2011

Tiro ao Alvo



Coisa mais insuportável é mulher a reclamar de míseras gotículas de urina que acertaram, acidentalmente, a borda do vaso. Ou a tampa da privada. Ou o chão. A urina é 95% água (quente, amarela e de odor peculiar, mas basicamente água). Uns 2% de uréia, e uns 3% sei lá do quê (potássio e outras coisas). Entende-se que a principal função da urina é eliminar amônia, atuar no balanço dos líquidos corporais e no equilíbrio entre ácidos e bases. Ou seja: ela não tem bactérias e outras coisas sebosas (pelo menos não em concentração relevante).
Além disso é fisicamente impossível mijar com 100% de acurácia. Sabe, nós homens, temos um pênis, não um rifle de precisão. Mijar é um ato orgânico, não uma ciência. A depender das mais inescrutáveis e múltiplas variáveis – como a temperatura ambiente, hora do dia, e quais sonhos a gente teve noite passada, o jato pode fluir nos mais diversos formatos e direções.
Pior ainda se os pais tiverem tido o bom senso de ensinarem o guri a ser limpinho ao invés de cortarem um pedaço do seu pinto e o cara tiver um prepúcio.
Muitas vezes, inclusive, o jato flui em mais de uma direção. Jatos duplos são muito comuns, e em tempos especialmente frios os jatos-chuveirinho também não são raros. Como disse o Leo Jaime em uma edição recente do “Amor & Sexo”, a única forma de NUNCA errar o vaso é mijar sentado – o que é uma impossibilidade por razões sócio-culturais e de ordem pragmática (mulheres nunca entenderão a verdadeira liberdade de simplesmente abrir um zíper).
Ei, eu moro só e limpo meu banheiro (a maioria das vezes; a diarista veio hoje e deixou ele perfumado e brilhando, então posso me gabar um pouco). O que quer dizer que quando eu erro o vaso eu mesmo que vou ter de lidar com os resíduos indesejáveis. Então, mulheres, saibam que não é de sacanagem com vocês. É um fato da vida. Acontece. Superem.
Pelo menos a gente nunca vai fazer vocês terem de trocar os lençóis pq deixamos eles sujos de sangue. Ou se deparar com roupa de baixo pendurada para secar no chuveiro.


15 julho 2011

29

Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes

Estou aprendendo a viver sem você

(Já que você não me quer mais)

Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno

Decidi começar a viver.

Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.

(E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez)

14 julho 2011

101 Coisas / 1001 Dias



Nas andanças virtuais topei com o Day Zero Project. A idéia básica é motivar as pessoas a se planejarem para alcançar seus objetivos. A proposta é fazer 101 coisas em 1001 dias.

O site, pra quem quiser zapear, é o dayzeroproject.com

A contagem começa em pouco mais de uma hora, 15 de julho de 2011.

Até agora o exercício de fazer a lista em si me deixou com uma nova consciência de como o tempo passa rápido, como a gente tende a adiar e procrastinar, e como todas as coisas sólidas se dissolvem no ar.


1.       Perder 50 quilos, ganhar alguma definição e ficar satisfeito com meu corpo
2.       Fazer uma tatuagem
3.       Ler “O Livro Perigoso para Garotos” escrevendo comentários para meu eventual filho
4.       Escrever um romance
5.       Escrever um livro de contos
6.       Entrar na UnB, em psicologia
7.       Escrever uma carta para mim mesmo, para ser aberta em 10 anos
8.       Beijar na chuva
9.       Não reclamar de nada por uma semana
10.   Juntar R$ 100.000,00
11.   Fazer uma viagem internacional
12.   Aprender a tocar violão (pelo menos uma música)
13.   Fazer um curso de massoterapia
14.   Fazer um curso de barman/bartender, criar um drinque e batizá-lo
15.   Responder as 50 questões que irão libertar sua mente
16.   Escrever um blog diário durante seis meses sobre cultura/entretenimento/nerdices
17.   Escrever dois blogs simultâneos durante o período de quatro meses, um sobre espiritualidade e outro sobre sexo
18.   Desenhar algo que eu me orgulhe (e dependendo fazer uma compra de material de artes de qualidade)
19.   Assistir 10 filmes clássicos que eu nunca vi
20.   Uma semana sem internet
21.   Ler todos os livros não-lidos na minha estante
22.   Conhecer Rio Branco
23.   Passar um dia descalço
24.   Fazer algumas aulas de dança
25.   Passar num concurso público (mesmo que não assuma)
26.   Conhecer Balneário Camboriú
27.   Quitar todas minhas dívidas correntes
28.   Visitar Dany em Anápolis
29.   Visitar Ana no Sul
30.   Visitar Arthus em Fortaleza
31.   Visitar Carol no estado de São Paulo
32.   Comprar mapa mundi e marcar locais que irei visitar um dia
33.   Fazer aulas de fotografia.
34.   Me equipar: notebook, boa  impressora, datashow, som, hd externo
35.   Terminar de desenvolver uma palestra e realizá-la para um público pagante
36.   Fazer um novo "bailão"
37.   Me formar em terapia comunitária
38.   Ler o Alcorão e a Bíblia, de ponta a ponta
39.   Assistir as aulas de www.justiceharvard.org
40.   Atualizar meu cadastro no couchsurfing
41.   Dizer "eu te amo" para alguém (pra valer)
43.   Passar o carnaval em Recife
44.   Beijar na meia noite do ano novo
45.   Comer escargot
46.   Tomar um porre de tequila no meu aniversário de 30 anos
47.   Preparar um prato metido a besta com salmão
48.   Ver o nascer e o por do sol no mesmo dia
49.   Comer uma lagosta em Porto de Galinhas
50.   Ir a São Paulo com Igor
51.   Ir ao Universo Parallelo
52.   Pular de Bungee Jump
53.   Aumentar minha pontuação do TOEIC
54.   Terminar meu curso de francês
55.   Ler e fichar obras completas: Freud, Jung, Adler, Lacan, Skinner, Pavlov, Niestzche, Viktor Frankl, Sartre, Kierkegaard, Ausubel, Maslow, Rogers, Paul Ekman, Fritz Perls.
56.   Montar um quebra-cabeça
57.   Comprar um Play Station 3
58.   Ler 10 livros “obrigatórios”(ou de autores “obrigatórios”) que eu nunca li
59.   Descolar uma toalha escrito DON'T PANIC (em letras amigáveis) para comemorar o 25 de maio
60.   Tirar uma nova carteira de identidade
61.   Fazer um blog Um Ano em Imagens e participar do www.100strangers.com
62.   Passar um dia inteiro sem dizer uma única palavra
63.   Convidar uma desconhecida para um encontro
64.   Por minhas 101 músicas de "sing along" favoritas em um iPod e gastar uma tarde vagabunda ouvindo e cantando junto
65.   Acessar www.stereomood.com por uma semana e baixar as primeiras músicas sugeridas pra cada dia
66.   Aprender o básico de LIBRAS
67.   Escrever monografia sobre João Mohana
68.   Ir a um bar de karaokê e experimentar a humilhação pública
69.   Comprar um kit de narguilê novo
70.   Refazer meu guarda-roupa de uma vez só
71.   Colocar um salário inteiro na poupança
72.   Construir um daqueles mood boards/influence maps
73.   Escrever uma lista de coisas para fazer antes de morrer
74.   Ter minha sorte lida
75.   Escrever um e-mail para meu autor favorito
76.   Ficar acordado por 48 horas (dizem que depois dos 30 é simplesmente impossível)
77.   Ir em uma road trip pelo país com três amigos
78.   Aprender o básico de uma arte marcial
79.   Passar quinze dias em Pernambuco em um mês de junho
80.   Conversar, pra valer, com minha mãe
81.   Começar a investir
82.   Ver todos os dvds comprados e não assistidos (e não comprar mais até ter visto todos)
83.   Escrever uma nova lista para os próximos 1001 dias
84.   Ler Peanuts completo
85.    Fazer o design uma camiseta
86.   Encher meu cofre de moedas de 1 real
87.   Fazer um diário de sonhos por uma semana
88.   Completar os desafios hundredpushups.com e twohundredsitups.com
89.   Encher um Caderno de Esboços
90.   Narrar ou jogar em um grupo de rpg de mesa composto por pessoas não-virgens, maior de idade e que eu não fique com vergonha da história
91.   Escrever e-mails para as pessoas importantes da minha vida
92.   Fazer ménage à trois duas vezes, com as mesmas pessoas envolvidas nas duas ocasiões
93.   Pintar um compensado e usar como mesa
94.   Participar de um clube do livro ou algo do gênero (pode ser de filmes)
95.   Escrever o roteiro de uma história em quadrinhos
96.   Conhecer as Cataratas do Iguaçu
97.   Ir ao Rio
98.   Ir a Manaus
99. Ler os 10 livros de horror sugeridos por Stephen King em “Danse Macabre”
100. 6 meses sem comprar nada que não possa ser classificado como “essencial” no ponto de vista mais estrito.
101. Projetar minha própria agenda