17 fevereiro 2008

Mito da cura geográfica


Não, a gente não muda de cidade, estado ou país pra resolver os problemas. Pelo menos não os importantes (dinheiro e faculdade não são “problemas” importantes).

Nossos “problemas”, em sua maioria, são estruturais, são nosso conteúdo próprio. E mudar de lugar dificilmente terá um impacto significativo sobre eles.

Um idiota em Itabuna permanece um idiota em Cingapura. Talvez com mais charme, e um tom um tanto exótico, mas basicamente um idiota.

A mudança, no entanto, é sempre uma oportunidade de rever, reavaliar, reestruturar. E tem, claro, um conteúdo simbólico (como o encerramento de uma fase ou um rito de passagem) que não pode ser desconsiderado.

No entanto, se esse momento não for “usufruído” pelo idiota em mudança, ele continuará sendo um idiota igual, sem ter ganho nada de novo, nem aprendido nada.

Talvez somente um sotaque novo.

PS - Um atirador de livros também permanece um atirador de livros. Mas talvez ele taque outras coisas nas pessoas dependendo do lugar. Filhotes de foca se estiver num pólo, talvez...

3 comentários:

Anália disse...

Coitadinhos dos filhotinhos. Pelo menos ele seria perseguido pelos membros da sociedade protetora das focas, ninguém liga para os livros...

Anália disse...

Coitadinhos dos filhotinhos. Pelo menos ele seria perseguido pelos membros da sociedade protetora das focas, ninguém liga para os livros...

Pink disse...

Estou a fim de ser uma idiota lnge dos idiotas daqui.
Talvez no meio de uma língua que eu não conheça eles não pareçam tão idiotas. Ou sim.