17 dezembro 2007

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Me disseram há pouco tempo que nos momentos extremos é onde há mais verdade. É na alegria extrema, na extrema tristeza e, sobretudo, na raiva extrema que somos mais verdadeiros, mais nós-mesmos.

Claro que eu tendo a concordar com isso.

De certa forma, o estar livre das nossas amarras sociais, convencionais, legislativas, faz aflorar o que realmente pensamos e sentimos – bem como a FORMA de pensar e sentir, nosso famigerado temperamento.

Ou “gênio”, como dizia meu falecido avô – quando dizia que eu tinha o pior gênio de todos os dezoito netos, por exemplo.

No entanto – e parece que sempre há um “no entanto” – essa premissa de mais verdade nos momentos extremos só pode ser verdade se vivemos a maior parte do tempo tão submissos aos ditames comportamentais da sociedade que, de forma mais objetiva, vivemos em mentira.

Do meu ponto de observação da vida acho que a maior parte de nós vive uma vida tão mais ou menos – tão carente de intensidade, de paixão, enfim, de extremos – que a premissa acaba se aplicando.

Tem um carinha aí (Heidegger) que afirma que há pessoas que têm existências autênticas e outras (maioria) que têm existências inautênticas. Em resumo, um resumo que me fará persona non grata para todos os filósofos e estudantes de filosofia* e chacoalhará os ossos do pobre Heidegger em seu túmulo gelado:

uma existência autêntica envolve você assumir a responsabilidade pela sua vida tanto quanto viver de forma coerente consigo mesmo, não guiado pelos ditames e demandas externas (sociedade, cultura, família).

Pílula de Sabedoria para uma Existência Autêntica: Viva nos extremos, fuja da mediocridade e do lugar comum, se apaixone perdidamente, todos os dias (eventualmente por uma única pessoa), bata o pó das sandálias e tenha sempre uma mochila que você consiga carregar.

(E, claro, depois você me conta como é ter uma existência autêntica que eu acabo criando coragem e te seguindo)

PS – Parabéns Jéssica ;)!


*e virar inimigo dos estudantes de filosofia pode ser bem perigoso, na universidade federal local eles andam pondo em prática aquele lance de que “paus e pedras podem me ferir”

3 comentários:

Lígia disse...

bem legal,e tmb nao acho interessante falar mal da filosofia!
e peço a quem conseguir ter essa existencia autentica verdadeiramente me avise!!

debora disse...

eu fugi da regra!
pelo menos uma vez na vida...
ahahahahahahahaha

o/

anah25 disse...

deturpando o Heidegger né?
mt moleza mesmo...
olha os filósofos na tua cola.
rara
minha experiência autêntica não foi muito legal socialmente.
sugiro que seja uma decisão permanente e seja um mochileiro(cidadão de todos ou lugar nenhum) para realizá-la.
se você quer continuar vivendo no mesmo lugar , NÃO SEJA AUTÊNTICO.