15 setembro 2007

O Último Poema


Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais.
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos.
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manuel Bandeira

Um comentário:

Hamyata disse...

assim eu queria meu último ser poético.
um ser-com.

tão difícil ser-consigo-mesmo.

so hard to be me...

luv ya, dear.