15 setembro 2007

O Último Poema


Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais.
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos.
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manuel Bandeira

05 setembro 2007

Faltou Che... =P

04 setembro 2007

Cinismo Pragmático


Estive pensando como nossa idéia, enquanto sociedade, sobre moral me parece um tanto romântica em excesso. Nós não somente devemos “fazer a coisa certa” como espera-se que façamos “a coisa certa” pelo “motivo certo”.

Num mundo como o nosso, tão freqüentemente cruel, e mais freqüentemente ainda vazio de sentido e engajamento, esperar por essa motivação pura, altruísta e autêntica pode ser, muitas vezes, esperar demais.

Wiston Churchill – primeiro ministro inglês durante a Segunda Guerra Mundial, considerado um herói internacional e um beberrão contumaz (uma pessoa feliz, em suma) – dizia que para se fazer todas as coisas...

“... há sempre uma boa razão e há a verdadeira razão.” E nesse mundo imperfeito, talvez devêssemos aceitar, em nós mesmos, essa motivação muitas vezes imperfeita, e a usarmos para fazer a tal coisa certa.

Não é o ideal, mas, freqüentemente, pode ser o melhor possível.