30 maio 2007

Didática de Jesus

9.45 de quarta-feira. Hora de filosofar.

Cristo, quando ensinava, muitas vezes contava parábolas. Histórias narrativas simples e cotidianas – falando das coisas que seus ouvintes conheciam (ei, será que Paulo Freire bebeu daí?), como semear um campo, colher o trigo, perder uma moeda dentro de casa, a espera ansiosa das virgens casadoiras por um noivo. Analogias e metáforas, uma grande parte delas de sentido aberto.

Também era comum, especialmente quando era um ensino privado, um-a-um, ele usar o que ficou conhecido como método ou dúvida socrática, ou seja, fazer perguntas para seus interlocutores e ouvintes. Foi assim com a mulher junto ao poço (aquela dos cinco casamentos), com Nicodemos ou com os discípulos na nascente do Jordão.

O princípio subjacente nas duas técnicas de Jesus é simples: fazer com que as pessoas pensem. Uma vez que o homem foi feito pra pensar, é uma metodologia que dignifica o aluno. A descoberta, o raciocínio próprio, os insights daí advindos, tudo isso torna o conhecimento pessoal, existencial, significante num nível particular.

O conhecimento não é forçado garganta abaixo. Cristo não força, impõe ou coage. Ele conquista.

2 comentários:

Caio B. disse...

Fazer pensar é, de fato, a melhor forma de ensinar algo coerente =]

h.a.m.y.a.t.a. disse...

pensar.
usar neurônios.
...
é bronca, fio.
...
é bronca.
...
fazer isso qdo se está na zona de conforto eh q são elas...

te amo.